A (des)valorização da mulher:
O Título desse texto fica a critério de quem o lê. Isso mesmo, tire a primeira parte entre parênteses e interprete ao seu modo.
Vivemos hoje o ápice da revolução feminina. Conquistamos espaços impensáveis a décadas atrás. Não irei me delongar, falar das conquistas que alcançamos seria chover no molhado. Contudo, junto com o bônus veio o ônus. A liberdade conquistada tomou contornos de liberalidade, onde tudo é permitido. Ligue a TV e verá mulheres com nome de todas as frutas. Nádegas e seios balançam ao som das músicas de duplo sentido, músicas que em 100% das vezes colocam a mulher em situações vexatórias e degradantes, disfarçadas em melodias bem elaboradas e ritmos dançantes. Assista às novelas e verão mulheres seminuas fazendo papéis de gostosas burras que dão mole para todo tipo de cafajeste. A prostituição é vendida de forma romântica, o adultério como uma aventura picante e eletrizante e a quantidade de homens que se leva para a cama não passa de uma simples equação matemática.
Usa-se mulher para vender tudo: carro, hambúrguer, roupa, cadeira, moto ou qualquer outra coisa que você imaginar. Basta pôr uma siliconada de pernas de fora fazendo caras e bocas e pronto, está feito o comercial.
Como educarmos nossas filhas neste cenário? Lembre-se: um exemplo dado pela garota de fio dental da novela das 09 vale por três anos de dedicação dura de uma mãe ou um pai que não quer que sua filha transforme-se em breve na próxima fruta comestível da vez. A erotização é a “boa” do momento. Sorrateiramente vai entrando em nossas vidas com contornos de estarmos bonita e quando percebemos os estragos já estão feitos. O legal é ser como a atriz do filme em cartaz que acaba de engatar o quarto relacionamento só este ano, ou seria o quinto?
Nós mães estamos em desvantagem. A mídia nos transforma em seres da idade da pedra. Temos a dupla missão de dar o exemplo e preparar nossas filhas para um futuro que cada vez coloca a mulher num triste cenário onde a erotização fala mais alto.
Podemos e devemos ficar sensuais, lindas, perfumadas, “fashion”, use e abuse dos recursos que estão a sua disposição, afinal de contas a beleza está aí e devemos usá-la com inteligência. Porém se você colocar sua beleza como um produto a mostra numa prateleira, será exatamente assim que os outros a verão, e lembre-se: mercadoria compra-se, usa-se e perde a utilidade. O que você quer ser: Mulher mercadoria ou fruta?
Colaborador da postagem: Flávio Carvalho maridão.